Matram

Movimento para o Acesso ao Tratamento em Mocambique

O alcance das metas 90-90-90 só e possível com o fortalecimento dos sistemas comunitários

Decisão dos Estados Unidos sobre o financiamento do PEPFAR em 2017 terá um efeito critico na capacidade de atingir os objetivos 90-90-90

A retirada de financiamento dos Estados Unidos para prevenção e tratamento do HIV na África Subsariana pode levar a 7.9 milhões de infeções adicionais e quase 300 000 mortes por SIDA ate 2030, segundo o modelo de impacto do financiamento Americano desenhado pelo Imperial College.

Como o maior doador mundial do Fundo Global para o combate a SIDA, Tuberculose e Malaria, e o maior financiador bilateral através do seu Plano Presidencial para o controlo da SIDA (PEPFAR), o financiamento disponibilizado pelos Estados Unidos e essencial para a resposta global a SIDA.

Ate a data, os Estados Unidos deram 70 biliões de dólares através de programas bilaterais e multilaterais de luta contra a SIDA. No entanto, em propostas de orçamento apresentadas no inicio deste ano, a nova administração Trump propôs cortar o orçamento de ajuda internacional americano em um terço, e o financiamento do PEPFAR de mais de 6 biliões de dólares para 5 biliões no orçamento de 2018.

Para investigar o potencial impacto destas mudanças orçamentais, e mostrar como o financiamento americano afetou a trajetoria da epidemia HIV em 18 países da África Subsariana, que representam 80% da carga do HIV, investigadores do Imperial College, Londres, desenvolveram um modelo da relação entre os programas de financiamento de tratamento e prevenção, e novas infeções e mortes por SIDA.

Começando em 2000, o modelo mostrou que a ausência de financiamento dos Estados Unidos – e a ausência do Fundo Global, que os investigadores assumiram nao teria existido sem o apoio americano – teria levado a aproximadamente mais 4 milhões de infeções por HIV ate 2016, e mais 5 milhões de mortes por SIDA.

No pior cenário, onde o financiamento americano e retirado do Fundo Global e do PEPFAR, ate 7.9 milhões de novas infeções por HIV e cerca de 300 000 mortes por SIDA poderão ocorrer ate 2030.

O modelo mostrou ainda que, mantendo o financiamento apenas ao nível atual, levara a um nivelamento da proporção de pessoas que vivem com HIV que estao em tratamento e com carga viral suprimida. Por outro lado, se a expansão do financiamento dos Estados Unidos for acompanhada por aumentos no financiamento domésticos e de alocação mais eficaz de financiamento em cada pais, poderemos ver rápidos progressos para as metas 90-90-90 ate 2022.
Adolescentes que vivem com HIV melhoram em países Africanos mais prosperos

Num momento em que o acesso aos antiretrovirais esta a aumentar, o numero de adolescentes com HIV adquirido perinatalmente ( transmissão de mae para filho durante a gravidez,parto e aleitamento ) continua a crescer. Oito por cento dos adolescentes a viver com HIV vivem na África Subsariana.

Uma investigação demonstrou que os adolescentes que adquiriram HIV perinatalmente tinham menos probabilidades de morrer, crescer rápido e ter uma melhor recuperação do sistema imunitário em tratamento se vivessem em países de rendimentos médio-altos em países da África Subsariana ( Botsuana,África do Sul ) quando comparado como os países com rendimentos baixos em África exemplo ( Etiópia, Malawi, Moçambique, Ruanda, Tanzânia, Uganda, Zimbabwe).

O estudo analisou os resultados de 30 296 adolescentes a viver com HIV de países da África Subsariana que acederam aos cuidados de saúde antes de terem 10 anos. Em países de rendimento baixos, 85% recebiam terapêutica antiretroviral (TAR) em determinado momento, comparado 87%, em países de rendimento médio-baixo e 95% em países de rendimento alto.

Dos adolescentes em países de rendimento médio-alto também tinham a maior melhoria em altura.

Os resultados sugerem que há fatores para alem da TRAV que tem um papel importante na saúde e bem-estar dos adolescentes com infeção pelo HIV adquirida perinatalmente, afirmou o Dr. Amy Slogrove durante a sua apresentação, em nome da Collaborative Initiative for Paediatric HIV Education and Research (CIPHER) Global Cohort Collaboration Adolescent Project Team.

A nutrição, qualidade dos cuidados de saúde e o peso de outras doenças infeciosas sao afetados pelo nível de rendimento de um pais e cada um deles terá impacto na sobrevivência, crescimento e estado imunitário dos adolescente.

Criança tem infeção pelo HIV controlada apesar de nao estar sob tratamento há 8 anos e meio

 

Uma criança de nove anos da África do sul tem a carga viral bem controlada apesar de estar sem tratamento antiretroviral ha oito anos e meio.

Uma criança participou no estudo CHER, um estudo que comparava duas estratégias de tratamento em crianças seropositivas para o HIV.

Diagnosticada com infeção pelo HIV quando tinha um mes, a criança iniciou o tratamento antiretroviral um mes depois e foi incluída de forma aleatória no grupo que esteve sob tratamento durante 40 semanas.

Agora com nove anos e meio , a criança manteve carga viral indetectavel desde que interrompeu o tratamento.

O numero de células que contem ADN do HIV – o reservatório viral – também se manteve estável desde a interrupção do tratamento.

A criança tem uma resposta imune ao HIV.

E possível que a infeção pelo HIV possa estar presente em níveis extremamente baixos, mas nenhuma das varias técnicas de rastreio utilizadas conseguiu detectar um vírus capaz de replicação.

OS investigadores tiveram o cuidado de nao descrever a criança como estando curada e ainda nao e claro por que motivo a carga viral se manteve indetectavel por um tempo tao grande e sem tratamento.

Este e o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento pouco após o nascimento, o interrompeu após alguns meses ou anos e que veio a conseguir controlar a infeção pelo HIV por um período prolongado.

Uma destas crianças mantém o controlo viral onze anos após ter interrompido o tratamento

Tratamento antirretroviral de ação prolongada

Os atuais medicamentos antirretroviral são altamente eficazes como prescrito. Porem, tomar diariamente a terapêutica antirretroviral pode ser um desafio e formulações injetáveis de longa duração poderia ser uma alternativa.

No saio, dois antiretrovirais imjectaveis de ação prolongada, o cabotegravir e rilpivina, sao administrados uma vez a cada 4 ou 8 semanas. A investigação demonstra que cerca de 90% das pessoas que já tinham carga viral indetectavel quando iniciaram o tratamento no saio mantiveram a supressão ao longo de dois anos.

O estudo esta a testar formulações de nano-suspensão dos dois medicamentos, administrados através de injeções intra-musculares nas nádegas. De momento as injeções tem de ser administradas por um profissional de saúde, embora a autoadministraçao tinha potencial para vir a ser no futuro.

Quase todos os participantes relataram reações na zona de injeção, mas estas foram geralmente leves ou moderadas e transientes, durando em media tres (3) dias. pesar da frequência de reações no local de injeção, os participantes relataram estar altamente satisfeitos com a terapia de longa ação e gostaria de continua-la.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cadastre-se e receba actualizacoes

Eventos, dicas e Noticias:

Enviar