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Boletim MATRAM
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Novas orientacoes da OMS para pessoas com diagnósticos tardios de infecao pelo HIV

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um novo conjunto de orientacoes para o tratamento e cuidados de saúde de pessoas com infecao pelo HIV em estádio avançado incluindo pessoas com contagens CD4 inferior a 200 ou com doenças e sintomas graves relacionados com a infecao pelo HIV. As pessoas diagnosticadas com infecao pelo HIV, quando a sua contagem CD4 e muito baixa, tem um risco muito elevado de futura progressão da doença e morte e necessitam urgentemente de tratamento antiretroviral. Para as pessoas diagnosticadas com infecao pelo HIV e infecao oportunistas, como a tuberculose, o risco mantém-se elevado, mesmo quando o diagnósticos tardio tenha diminuído nos anos recentes, o numero continua a ser inadmisivelmente elevado.

As novas orientacoes cobrem o diagnostico, retenção e tratamento de infecao graves associadas a infecao pelo HIV em estádio avançado.

Diagnostico:
Teste de contagem de células CD4 - podes identificar pessoas                            em risco e de contrair infecoes graves e de progressão da doença.
Rastreio da tuberculose - a tuberculose e uma grande causa de morte entre as pessoas com diagnósticos tardio de infecao pelo HIV.
Rastreio de antigénio criptococico entre pessoas com contagem CD4 inferior a 100.

Tratamento preventivos:
Prevenir a tuberculose - tratamento de prevenção com isoniazida para todas as pessoas que nao tem tuberculose activa.
Prevenir a doença criptococica - tratamento preventivo com fluconazol para todas as pessoas com contagem CD4 inferior a 100 e resultado positivo para o antigénio criptococico.
Prevenir infecoes bacterianas, toxoplasmose e malária - profilaxia com cotrimoxazol para todas as pessoas com doenças relacionadas com a infecao pelo HIV, contagem CD4 inferior a 350 e pessoas que vivem em zonas atingidas pela malária.
Crianca tem infecao pelo HIV controlada apesar de nao estar sob tratamento ha 8 anos e meio

Uma criança de nove anos da África do sul tem a carga viral bem controlada apesar de estar sem tratamento antiretroviral ha oito anos e meio.

Uma criança participou no estudo CHER, um estudo que comparava duas estratégias de tratamento em crianças seropositivas para o HIV.

Diagnosticada com infecao pelo HIV quando tinha um mes, a criança iniciou o tratamento antiretroviral um mes depois e foi incluída de forma aleatória no grupo que esteve sob tratamento durante 40 semanas.

Agora com nove anos e meio , a criança manteve carga viral indetectavel desde que interrompeu o tratamento.

O numero de células que contem ADN do HIV - o reservatório viral - também se manteve estável desde a interrupção do tratamento.

A criança tem uma resposta imune ao HIV.

E possível que a infecao pelo HIV possa estar presente em níveis extremamente baixos, mas nenhuma das varias técnicas de rastreio utilizadas conseguiu detectar um vírus capaz de replicação.

OS investigadores tiveram o cuidado de nao descrever a criança como estando curada e ainda nao e claro por que motivo a carga viral se manteve indetectavel por um tempo tao grande e sem tratamento.

Este e o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento pouco após o nascimento, o interrompeu após alguns meses ou anos e que veio  a conseguir controlar a infecao pelo HIV por um período prolongado.

Uma destas crianças mantém o controlo viral onze anos após ter interrompido o tratamento
Tratamento antiretroviral de acção prolongada

Os actuais medicamentos antiretroviral sao altamente eficazes como prescrito. Porem, tomar diariamente a terapêutica antiretroviral pode ser um desafio e formulacoes injectáveis de longa duração poderia ser uma alternativa.

No saio, dois antiretrovirais imjectaveis de acao prolongada, o cabotegravir e rilpivina, sao administrados uma vez a cada 4 ou 8 semanas. A investigacao demonstra que cerca de 90% das pessoas que já tinham carga viral indetectavel quando iniciaram o tratamento no saio mantiveram a supressão ao longo de dois anos.

O estudo esta a testar formulacoes de nano-suspensão dos dois medicamentos, administrados através de injecoes intra-musculares nas nádegas. De momento as injecoes tem de ser administradas por um profissional de saúde, embora a autoadministracao tinha potencial para vir a ser no futuro.

Quase todos os participantes relataram reacoes na zona de injecao, mas estas foram geralmente leves ou moderadas e transientes, durando em media tres (3) dias. pesar da frequência de reacoes no local de injecao, os participantes relataram estar altamente satisfeitos com a terapia de longa acção e gostaria de continua-la.
 

























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